O desperdício nem sempre está na produção

           Na indústria alimentícia, principalmente na panificação, muitas perdas começam longe da linha de produção. O produto sai corretamente fabricado, dentro do padrão, mas acaba perdendo qualidade no caminho entre o armazenamento, a embalagem e a expedição. Isso acontece porque validade não depende apenas da formulação do alimento. Depende também de como ele foi armazenado, fechado, movimentado e exposto ao ambiente ao longo da operação.

          Como você pode identificar a verdadeira validade do seu produto?

         Primeiro vem uma pequena perda de frescor. Depois começam diferenças entre lotes, embalagens deformadas, produtos ressecando antes do esperado ou reclamações que parecem isoladas. Quando a empresa percebe, o problema já virou desperdício operacional. Dentro de panificadoras e indústrias de alto giro, é comum que o armazenamento seja tratado apenas como logística. Mas armazenagem interfere diretamente na estabilidade do produto. Um estoque desorganizado ou um ambiente com excesso de umidade consegue comprometer matéria-prima, embalagem e conservação do alimento sem que isso fique evidente imediatamente.

           Na maioria das vezes seu produto chega ao ponto de venda visualmente “bom”, mas já perdeu parte do aroma e frescor durante o processo de produção e armazenamento, devido  à troca de umidade e à exposição ao ar especialmente em produtos panificação. O fechamento da embalagem entra nessa questão . Muita gente vê o fechamento apenas como acabamento visual, quando na verdade ele influencia diretamente a conservação do produto. Um fechamento inconsistente altera vedação, facilita entrada de umidade e reduz a capacidade da embalagem de preservar frescor e textura ao longo da distribuição.

             Por isso, muitas empresas passaram a buscar mais padronização no fechamento das embalagens. Em operações manuais, pequenas diferenças de pressão ou torção acabam gerando variações entre produtos do mesmo lote. Por exemplo, é comum que o primeiro sinal do problema venha no retorno do cliente: pão endurecendo antes do prazo esperado, embalagem afrouxando na gôndola ou diferença perceptível entre produtos produzidos no mesmo período.

           Além da padronização da embalagem é necessário se atentar ao local de armazenamento.  Alimento próximo de paredes frias, embalagens aguardando uso em locais sem ventilação adequada ou materiais sem identificação clara de lote. Somados, esses desvios começam a reduzir previsibilidade e aumentar perda operacional. O controle é eficiente quando a empresa controla a qualidade física do alimento, não só checa a data impressa. Isso significa entender exatamente o que entrou, onde está armazenado, qual lote foi utilizado, quanto tempo permaneceu parado e como aquele material circulou dentro da empresa durante o processo de fabricação.

            Para a padronização a Lacito oferece fitilhadoras automáticas e semiautomáticas, que garantem um fechamento seguro na embalagem que além de reduzir perdas pelo fechamento incorreto, reduz perda de matéria prima e controle uma vez que tem controle de voltas do fitilho e do tamanho que vai ser colocado. Tudo esse cuidado evita o retrabalho de operadores, reduz desperdício e mantem a qualidade do alimento por muito mais tempo. Afinal, validade não é apenas uma informação impressa na embalagem. Ela é resultado direto de tudo o que aconteceu com o produto depois que ele saiu da produção.

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